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da France Presse, em Washington
utilizaram um sistema chamado Disruption-Tolerant Networking (DTN) para transmitir dezenas de imagens do espaço para uma sonda que está a 32 milhões de km da Terra --as imagens também "viajaram" no caminho inverso.
O sistema, que deve ser capaz de contornar problemas como atrasos, interrupções e quedas na conexão no espaço, foi desenvolvido em parceria com Vint Cerf, um dos "pais" da internet, que atualmente é vice-presidente do Google.
De acordo com a Nasa, o DTN utiliza um sistema diferente do TCP/IP, conjunto de protocolos de comunicação que regulam o funcionamento básico da internet. O DTN não prevê um fluxo contínuo dos dados da conexão --de acordo com a agência, falhas podem ocorrer quando uma sonda passa por trás de um planeta.
Pelo sistema, é possível enviar dados a Marte com tempo entre 3,5 minutos e 20 minutos. "Hoje, a equipe precisa agendar manualmente cada link e gerar todos os comandos para especificar que dados enviar, quando enviar e para onde enviar", afirma Leigh Torgerson, gerente do DTN Experiment Operations Center no JPL. "Com a padronização do DTN, isso pode ser feito automaticamente."
A agência afirma que a "internet planetária" pode permitir novos tipos de comunicações no espaço, incluindo vôos complexos envolvendo várias sondas e garantir uma comunicação confiável com astronautas na Lua.